Como é feita
O estímulo chega por uma agulha fina colocada no músculo ou perto do nervo, ou por uma ponteira apoiada na pele. A corrente é baixa e vem em pulsos: alguns segundos ligada, alguns segundos desligada, por poucos minutos. O músculo contrai de leve, no ritmo do aparelho.
Para quem ela serve
- Para quem não tolera o agulhamento repetido, em que a agulha vai e volta no ponto gatilho.
- Para músculos fundos ou perto de estruturas sensíveis, como alguns do quadril, do abdome, da mandíbula e da parede do tórax, onde a agulha não deve ir e voltar.
- Para alcançar o músculo inteiro de uma vez, pelo nervo que chega até ele, em vez de ponto por ponto.
O limite, dito com clareza
Fazer o músculo contrair não é o mesmo que soltar o ponto gatilho. A neuromodulação pode aliviar a tensão e a dor, e muitas vezes é o suficiente para aquele momento, mas ela entra como complemento. O tratamento continua tendo as três partes: o ponto gatilho, o alongamento e o que mantém a dor.
O que os estudos mostram
Não encontramos revisão sistemática sobre neuromodulação periférica com agulha na dor miofascial. O que existe são ensaios pequenos, como os dois abaixo, e eles não permitem dizer que a técnica é melhor que o agulhamento.
Em 64 pessoas com dor lombar crônica, o estímulo elétrico pela agulha nos pontos gatilho melhorou a incapacidade, a dor e o medo de se mexer mais do que um programa sem agulha, ao fim do tratamento e dois meses depois.
Um ensaio só, numa cidade. Não generaliza.
Num ensaio pequeno no trapézio, o estímulo elétrico pela agulha e o agulhamento seco melhoraram os dois grupos, sem diferença na dor entre eles.
30 pessoas. Não permite dizer que um é melhor que o outro.